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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamin Button


Fazia tempo que um título de uma obra não dizia tanto sobre ela. Desde a primeira vez que eu li sobre esse filme e publicamos aqui notícias sobre O Curioso Caso de Benjamin Button, não me lembro de ninguém que não tenha demonstrado sequer um pouquinho de interesse pela história do cara que nasce “com 80 anos” e vai ficando jovem, com o passar do tempo.
Agora que o filme chega ao Brasil, provavelmente boa parte desse povo que foi cativado somente pela idéia, baseada num conto escrito por F. Scott Fitzgerald em 1921, irá aos cinemas pra simplesmente ver o desenvolvimento da história, ele ficando mais novo. Porém, na tentativa de contar uma história de amor, o filme acabou ficando cansativo demais. São 2h46min de filme… É MUITO tempo. Pra um filme tão longo assim ser suportável, o ritmo precisa ser totalmente diferente do que estamos acostumados — o que, infelizmente, em Benjamin Button, só acontece à partir do momento em que ele e Daisy finalmente se encontram, no meio de suas vidas.
Como o filme é contado por um diário, há um detalhismo um pouco exagerado. Cenas que duram eternidades e poderiam ter sido resumidas, como quando Benjamin conhece Elizabeth num hotel, na Rússia. São longos minutos mostrando a mesma coisa, quase que em looping. E uma infância num asilo, tem como ser mais tedioso, com todo o respeito? A única coisa que não nos deixa relaxar demais na poltrona é, sempre que Benjamin aparece, ver como ele está ficando mais novo — e os outros mais velhos. O trabalho de maquiagem + CGI nesse filme é impressionante.
Mas ok, e a história, funciona? Como eu falei lá em cima, o simples fato de ser um “bebê de 80 anos” que vai crescendo e ficando e mais novo com o tempo, já vale o ingresso. Ver essas transformações acontecendo, idem. Mas que poderia ter sido MUITO mais desenvolvida, podia. Podia ter mais elementos do conto original, em que o bebê de oitenta anos já nasce sabendo falar, que ao invés de brincar prefere fumar charutos e por aí vai. A dramaticidade, necessaria e que até existe, do fim do filme teria sido mais forte. Seria mais emocionante, a gente poderia conseguir entender mais o drama que é “ficar sozinho”, não importa em qual ponta da vida, além de nos poucos anos em que ele realmente consegue “viver” a gente poder também se empolgar mais com ele.
O Curioso Caso de Benjamin Button vence por ser exatamente o que diz o título, um curioso caso de uma pessoa que nasceu velha e foi crescendo e ficando mais nova. O problema é que a curiosidade é grande demais… E aí tem aquela história de que a “curiosidade matou o gato” e coisas assim.
Ficha Técnica
título original:The Curious Case of Benjamin Button
gênero:Drama
duração:2 hr 46 min
ano de lançamento: 2008
estúdio: Warner Bros / Paramount Pictures / The Kennedy/Marshall Company
distribuidora: Warner Bros
direção: David Fincher
Atores: Brad Pitt, Cate Blanchett, Julia Ormond, Faune A. Chambers.
roteiro: Eric Roth e Robin Swicord, baseado em estória de F. Scott Fitzgerald
produção: Ceán Chaffin, Kathleen Kennedy e Frank Marshall
música: Alexandre Desplat
fotografia: Claudio Miranda
direção de arte: Kelly Curley, Randy Moore e Tom Reta
figurino: Jacqueline West
edição: Kirk Baxter e Angus Wall
efeitos especiais:Lola Visual Effects / Evil Eye Pictures / Matte World Digital / Savage Visual Effects / Hydraulx / Drac Studios / Asylum VFX / Digital Domain / Gentle Giant Studios / Ollin Studio / Special Effects Atlantic

Premiações

OSCAR

Ganhou 2009

Melhores Efeitos Especiais
Melhor Direção de Arte
Melhor Maquiagem


Indicações

Melhor Filme
Melhor Diretor
Melhor Ator - Brad Pitt)
Melhor Atriz Coadjuvante - Taraji P. Henson
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Fotografia
Melhor Figurino
Melhor Edição
Melhor Trilha Sonora
Melhor Som


GLOBO DE OURO 

Indicações 2009

Melhor Filme - Drama
Melhor Diretor
Melhor Ator - Drama - Brad Pitt
Melhor Trilha Sonora
Melhor Roteiro


BAFTA

Ganhou 2009

Melhor Maquiagem
Melhor Direção de Arte
Melhores Efeitos Especiais

Indicações

Melhor Filme
Melhor Diretor
Melhor Ator - Brad Pitt
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Fotografia
Melhor Figurino
Melhor Edição
Melhor Trilha Sonora


MTV MOVIE AWARDS

Indicações 2009

Melhor Atriz - Taraji P. Henson


SATELLITE AWARDS

Indicações 2008

Melhor Direção de Arte e Desenho de Produção
Melhor Fotografia
Melhor Figurino
Melhor Roteiro Adaptado


TEEN CHOICE AWARDS

Indicações 2009

Melhor Ator / Drama - Brad Pitt
Melhor Filme / Drama

Curiosidades

- O conto de F. Scott Fitzgerald, no qual O Curioso Caso de Benjamin Button foi baseado, foi inspirado na famosa frase de Mark Twain: "A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18";

- Steven Spielberg esteve cotado para dirigir este filme na década de 90, tendo  Tom Cruise no papel principal;

- Em 1998, Ron Howard teve seu nome cogitado para pilotar o filme e John Travolta seria o protagonista;

- O cineasta Spike Jonze também esteve cotado para a direção do longa;
- A atriz Rachel Weisz foi sondada para interpretar Daisy, mas conflitos de agenda a impediram de aceitar a proposta e o papel acabou com Cate Blanchett;

- Este é o segundo filme em que Brad Pitt e Cate Blanchett atuam juntos. O anterior foi Babel (2006);

- Brad Pitt precisava de cinco horas diárias para concluir a maquiagem necessária para o personagem Benjamin Button;

- O diretor Danny Boyle decidiu adiar Solomon Grundy, um projeto pessoal, por considerar a história muito parecida com a de O Curioso Caso de Benjamin Button;

- Inicialmente, as filmagens seriam em Baltimore, mas o diretor David Fincher e o roteirista Eric Roth aceitaram mudar para Nova Orleans a pedido dos produtores, devido aos incentivos fiscais oferecidos para que isso acontecesse;

- Foi o segundo filme de grande orçamento a ser rodado em Nova Orleans após a passagem do furacão Katrina, em 2005. O anterior foi Déjà Vu (2006);

- O orçamento de O Curioso Caso de Benjamin Button foi de US$ 150 milhões.

Trailer

sexta-feira, 6 de abril de 2007

BABEL


Babel é o filme que encerra uma trilogia idealizada pelo cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu. Um acidente é ponto de congruência entre histórias paralelas: em Amores Brutos (2000), elas envolviam amores trágicos; em 21 Gramas (2003), o desejo de vingança; nesta produção, a incomunicabilidade. Por isso o nome do filme: a história da Torre de Babel descrita na Bíblia mostra como a incomunicabilidade entre os homens os impede de chegar aos reinos dos céus, como neste longa-metragem.

Além da incomunicabilidade, as histórias em Babel têm um ponto mais sutil de ligação, revelado aos poucos pelas tramas desenvolvidas paralelamente. O casal de norte-americanos Richard (Brad Pitt) e Susan (Cate Blanchett) está de férias no deserto do Marrocos, onde dois garotos, Yussef (Boubker Ait El Caid) e Ahmed (Said Tarchani), aprendem a atirar com uma arma recém-adquirida pelo pai. Richard e Suzan deixam seus filhos pequenos – Debbie (Elle Fanning, irmã mais nova de Dakota Fanning) e Mike (Nathan Gamble) – nos EUA sob os cuidados de Amelia (Adriana Barraza), que trabalha na família há bastante tempo. Imigrante mexicana, precisa atravessar a fronteira de volta ao seu país para o casamento do filho, mas não consegue ninguém para cuidar das crianças em sua viagem. Ela resolve, então, levá-las à festa ao lado de seu sobrinho Santiago (Gael García Bernal). No Japão, a bela adolescente Chieko (Rinko Kikuchi) tem deficiências auditivas e vive numa Tóquio repleta de estímulos sensoriais e, principalmente, sexuais. Ela tenta lidar com essas descobertas (e a vontade de passar por elas, principalmente) e também com os cuidados excessivos do pai (Kôji Yakusho, de Eureka), especialmente após a morte da mãe. Os destinos dessas quatro famílias se cruzam a partir de um trágico incidente.

Em Babel, Iñárritu mostra maturidade na direção, provando ainda ser capaz de tocar o espectador numa trama complexa e triste. Apesar de contar com atores do calibre de Brad Pitt (indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante), Cate Blanchett e Gael Garcia Bernal, quem mais se destaca são as menos conhecidas Rinko Kikuchi e Adriana Barraza (que volta a trabalhar com o diretor depois de Amores Brutos). Especialmente a jovem atriz japonesa Rinko, que tem o desafio de interpretar uma adolescente surda e muda que quer, a todo custo, viver como as pessoas de sua idade que não possuem essa deficiência. Nos momentos em que ela passeia por uma Tóquio caótica, cheia de luzes e sons, Iñarritu usa a trilha sonora e o próprio silêncio para passar a idéia da incomunicabilidade referente à personagem, em belos e inspirados momentos. Não à toa, ambas foram indicadas ao Globo de Ouro de Atriz Coadjuvante.

Marrocos, México, EUA e Japão são os cenários explorados pelo cineasta e em todas é capaz de captar o caos que surge a partir de pequenas decisões. Na relação entre pais e filhos, empregador e empregado, lei e cidadão e, porque não, entre países. E todas caminham para a tragédia graças à incapacidade de comunicação, seja política, a verbal ou mesmo a relacionada à deficiência. Iñárritu sabe como poucos tocar o espectador, que não deixa de ficar desesperado na maioria dos aflitivos 142 minutos de filme. Em Babel, o cineasta consegue tocá-lo de uma forma mais intensa ainda se compararmos com seus filmes anteriores. O resultado também seduziu os votantes do Globo de Ouro, um dos principais prêmios do cinema norte-americano: Babel foi escolhido o Melhor Filme (Drama) de 2006. O filme também fez sucesso do festival francês de Cannes, onde foi indicado à Palma de Ouro e recebeu o prêmio do júri ecumênico, o Grande Prêmio Técnico e Alejandro González Iñárritu foi o Melhor Diretor.

Elenco
Cate Blanchett
Gael García Bernal
Brad Pitt
Mahima Chaudhry
Jamie McBride
Kôji Yakusho
Shilpa Shetty
Lynsey Beauchamp

Ficha Técnica
Dirigido por:Alejandro González Iñárritu
Produzido por:Steve Golin, Jon Kilik
Gênero:Drama
Tempo:142 min.
Lançamento:19 de Jan, 2007
Classificação:16 anos
Distribuidora:Paramount

Trailer

quinta-feira, 1 de março de 2007

Notas Sobre Um Escândalo


Sinopse

Barbara Covett (Judi Dench) é uma professora solitária e dominadora, que controla com mão de ferro os alunos de uma decadente escola pública de Londres. Barbara vive apenas com seu gato, Portia, não tendo amigos nem parentes. Sua vida muda quando a escola em que trabalha contrata Sheba Hart (Cate Blanchett) como a nova professora de artes. Sheba parece ser a amiga com que Barbara sempre sonhou, atenciosa e leal. Porém quando Sheba passa a se envolver com Steven Connolly (Andrew Simpson), um de seus alunos mais jovens, esta amizade torna-se perigosa, pois Barbara ameaça revelar seu segredo para o marido dela, Richard (Bill Nighy), e para todos à sua volta.

Elenco

Judi Dench (Barbara Covett)
Cate Blanchett (Sheba Hart)
Tom Georgeson (Ted Mawson)
Michael Maloney (Sandy Pabblem)
Joanna Scanlan (Sue Hodge)
Shaun Parkes (Bill Rumer)
Emma Kennedy (Linda)
Syreeta Kumar (Gita)
Andrew Simpson (Steven Connolly)
Philip Davis (Brian Bangs)
Wendy Nottingham (Elaine Clifford)
Tameka Empson (Antonia Robinson)
Leon Skinner (Davis)
Bill Nighy (Richard Hart)
Juno Temple (Polly Hart)
Max Lewis (Ben Hart)
Debra Gillett (Lorraine)
Barry McCarthy (Dave)
Julia McKenzie (Marjorie)
Adrian Scarborough (Martin)
Jill Baker (Mãe de Sheba)

Ficha Técnica

Título Original: Notes on a Scandal
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 92 minutos
Ano de Lançamento (Inglaterra): 2006
Site Oficial: www.foxsearchlight.com/NOAS
Estúdio: BBC Films / UK Film Council / DNA Films / Scott Rudin Productions
Distribuição: Fox Searchlight Pictures
Direção: Richard Eyre
Roteiro: Patrick Marber, baseado em livro de Zoe Heller
Produção: Robert Fox, Andrew Macdonald, Allon Reich e Scott Rudin
Música: Philip Glass
Fotografia: Chris Menges
Desenho de Produção: Tim Hatley
Direção de Arte: Grant Armstrong e Mark Raggett
Figurino: Tim Hatley
Edição: John Bloom
Efeitos Especiais: Cine Image Film Optical Ltd.

Premiações

- Recebeu 4 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Atriz (Judi Dench), Melhor Atriz Coadjuvante (Cate Blanchett), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora.

- Recebeu 3 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Atriz - Drama (Judi Dench), Melhor Atriz Coadjuvante (Cate Blanchett) e Melhor Roteiro.

- Recebeu 3 indicações ao BAFTA, nas categorias de Melhor Filme Britânico, Melhor Atriz (Judi Dench) e Melhor Roteiro Adaptado.

Curiosidades

- As filmagens ocorreram entre 24 de agosto e 3 de setembro de 2005.

Trailer