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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Idas e Vindas do Amor






Você acha que o segredo para o sucesso no cinema é juntar um monte de nomes conhecidos? Se acredita nesta fórmula, aposte neste longa. Porém, se procura uma história criativa, Idas e Vindas do Amor é um programa de ida, mas sem garantia de volta em termos de conteúdo.


E a culpa não é do tema e sim do exagero na construção dos personagens. O filme, por sinal, exagerou também na fórmula com 4 jotas + 2 Taylors (namorados na vida real) + 2 ex "That 70s Show" + 2 atores veteranos + 2 em ascensão + uma simpática "cantriz" e ainda pitadas de rostos conhecidos em seu elenco.


Ao começar com um sonoro Sim para um pedido de casamento e um velado Não para uma matéria sobre o Dia dos Namorados (seu título original) Idas e Vindas do Amor é um verdadeiro coquetel de famosos acompanhado de um roteiro leve (pouca criatividade) que não vai deixar você embriagado de humor, mas dará algumas doses necessárias para se manter acordado diante das piadinhas e sacadinhas do seu texto.


Entre elas, o destino do cartão com Michael Bolton e sua indefectível música "When a Man Loves a Woman" é uma pérola. O mesmo vale para o personagem de Julia Roberts citando a Rodeo Drive de Uma Linda Mulher e o de Shirley MacLaine homenageando a si própria ao contracenar com uma antiga cena sua, ao fundo.


O destaque negativo vai para a escolha de Jessica Biel (outro dos quatro Jotas do elenco) como uma solteirona abandonada pelos homens. Absurdo ou inovação?


Para não dizer que o roteiro é totalmente fraco, foi legal ver uma leve inversão de papéis, colocando o homem mais em evidência no lado frágil da relação a dois. Contudo, como uma colcha de retalhos do amor, a trama contada por vários personagens apaixonados ou “ensolteirados” parece um genérico de Ele Não Está Tão a Fim de Você.


Você assiste Idas e Vindas do Amor e dá uma risada aqui, abre um sorriso ali. Não é um filme ruim, mas bateu na trave, principalmente, ao apresentar um previsível final feliz. E falando nisso, não saia antes dos créditos finais. NOTA 5,5. Quase 6.


Sinopse
O filme mostra histórias de amor de um grupo de pessoas em Los Angeles. Suas vidas se cruzam em meio a romances e corações partidos no Dia dos Namorados. Casais e solteiros vivenciam os altos e baixos de encontrar, manter ou terminar relacionamentos no dia do amor.

Elenco
Ashton Kutcher (Reed Bennett)
Jennifer Garner (Julia Fitzpatrick)
Anne Hathaway (Liz)
Topher Grace (Jason)
Jessica Biel (Kara Monahan)
Jamie Foxx (Kelvin Moore)
Jessica Alba (Morley Clarkson)
Kathy Bates (Susan)
Julia Roberts (Kate Hazeltine)
Bradley Cooper (Holden Bristow)
Patrick Dempsey (Dr. Harrison Copeland)
Hector Elizondo (Edgar)
Shirley MacLaine (Estelle)
Queen Latifah (Paula Thomas)
Taylor Lautner (Willy)
Taylor Swift (Felicia)
George Lopez (Alphonso)
Eric Dane (Sean Jackson)
Emma Roberts (Grace)
Bryce Robinson (Edison)
Beth Kennedy (Claudia Smart)
Christine Lakin (Heather)

Ficha Técnica
título original:Valentine's Day
gênero:Comédia Romântica
duração:02 hs 05 min
ano de lançamento:2010
site oficial:http://www.idasevindasdoamor.com.br
estúdio:New Line Cinema / Karz Entertainment / Rice Films
distribuidora:New Line Cinema
direção: Garry Marshall
roteiro:Katherine Fugate, baseado em história de Abby Kohn, Katherine Fugate e Marc Silverstein
produção:Mike Karz, Wayne Allan Rice e Josie Rosean
música:John Debney
fotografia:Charles Minsky
direção de arte:Adrian Gorton
figurino:Gary Jones
edição:Bruce Green
efeitos especiais:Hirota Paint Industries


Curiosidades
Sam Worthington, Orlando Bloom e Jake Gyllenhaal recusaram o personagem Holden;


- Katherine Heigl esteve cotada para integrar o elenco, mas não acertou contrato devido a divergências em relação ao salário;


- Rachel McAdams e Elizabeth Banks fizeram testes para a personagem Morley Clarkson;


- Katie Cassidy esteve cotada para a personagem Felicia;


- Gemma Arterton fez teste para a personagem Grace Smart;


- Jeffrey Dean Morgan fez teste para o filme;


- Este é o 3º filme em que o diretor Garry Marshall e a atriz Julia Roberts trabalham juntos. Os anteriores foram Uma Linda Mulher (1990) e Noiva em Fuga (1999);


- Este é o 3º filme em que o diretor Garry Marshall e a atriz Anne Hathaway trabalham juntos. Os anteriores foram O Diário da Princesa (2001) e O Diário da Princesa 2 (2004);


- As filmagens ocorreram entre 7 de julho e setembro de 2009.



Trailer 

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A Verdade Nua e Crua




Comédias românticas parecem existir desde quando o mundo é mundo, por isso andam tão desgastadas e previsíveis. "A Verdade Nua e Crua", pode não ser o fundo do poço, mas é mais um prego colocado no caixão do gênero que parece dar seus últimos suspiros.




Estão longe os tempos em que comédia romântica combinava charme com sagacidade. As décadas de 1930 e 1940, com filmes como "Levada da Breca" e "Jejum de Amor", apontavam um futuro feliz para o gênero que, nos anos de 1980 e 1990, ainda parecia saudável. Hollywood fazia filmes como "Harry e Sally - Feitos um Para o Outro".


A primeira década do século 21 se aproxima do fim e o que o cinema tem a oferecer, combinando humor e romance, atende por nomes como "A Proposta", "Vestida Para Casar" e "A Verdade Nua e Crua".


Todos são uma espécie de plágio requentado da fórmula de sempre. Os personagens são Ela e Ele. Muito diferentes, brigam feito cão e gato no primeiro ato do filme. Depois de uma trégua, percebem que podem ficar bem juntos. No final, um dos dois acaba voltando para o (a) ex, mas percebe que o grande amor de sua vida é aquela pessoa cujo nome vem junto do dela nos créditos do filme.


Em "A Verdade Nua e Crua", Ela é interpretada por Katherine Heigl (forte candidata ao posto da atual rainha das comédias românticas) e atende pelo nome de Abby. Produtora de televisão, trabalha demais e não tem nem tempo para encontrar um novo namorado. Essa função cabe à sua assistente (Bree Turner) que não apenas arma os encontros como dá dicas de como ela deve se comportar.


Ele é interpretado pelo escocês Gerard Butler ("300"), um sujeito boca suja e misógino que ganha a vida dando conselhos num programa de televisão de madrugada. Claro que a vida dos dois personagens vai se cruzar e eles vão brigar muito para depois perceberem que o filme será muito previsível.


Ele é contratado para trabalhar no programa que ela produz -- um talkshow apresentado por um casal cinquentão, que dá conselhos sentimentais, culinários ou o que mais for preciso para subir a audiência.


Mike -- esse é o nome do sujeito -- bate de frente com Abby e logo é capaz de desvendá-la: solteira, sexualmente frustrada e a espera de um príncipe encantado, que existe e mora na casa ao lado. O acordo entre os dois inimigos é simples: Mike ajuda Abby a conquistar o rapaz e ela, em troca, o ajuda no programa de televisão, porque juntos podem elevar a audiência à estratosfera.


Curioso como, para Hollywood, uma mulher jamais é considerada bem sucedida se não tiver um homem ao seu lado. A satisfação profissional de nada vale se não existir um príncipe em sua cama para chamar de seu, mesmo que para isso ela precise adotar um comportamento grosseiro, vulgar e machista -- afinal, quem tem o poder é o homem.


E é assim que Abby começa a agir para conquistar seu vizinho: fazendo tudo igual a Mike, desde o vocabulário até nas atitudes.


Roteirizado por três mulheres e dirigido por Robert Luketic (que fez bem melhor em "Legalmente Loira"), "A Verdade Nua e Crua" não chega a ser ofensivo, é apenas um filme que tenta fazer humor de fórmulas batidas combinadas com uma visão de mundo bastante machista.


"Harry e Sally", por exemplo, é plagiado numa cena num restaurante quando Abby usa uma calcinha com vibrador acoplado e o controle-remoto cai nas mãos de uma criança. A reação da personagem a cada choque recebido pretende remeter à já clássica simulação de orgasmo de Meg Ryan, também num restaurante, no filme da década de 1980.


Mas o esforço de Katherine Heigl é vão. Nem tanto por culpa dela, mas por conta do próprio filme, no qual nem a baixaria consegue ser engraçada.


Se é para ser vulgar, que seja como "Se Beber Não Case" ou os filmes de Jude Apatow ("Ligeiramente Grávidos", "O Virgem de 40 Anos"), que pelo menos extraem humor da baixaria, sem a pretensão de serem levados à sério. Não que "A Verdade Nua e Crua" tente se levar a sério, mas também não diverte -- apenas constrange.

Ficha Técnica


* título original: The Ugly Truth
* gênero: Comédia Romântica
* duração: 01 hs 36 min
* ano de lançamento: 2009
* site oficial: http://www.theuglytruth-movie.com/
* estúdio:Lakeshore Entertainment / Relativity Media
* distribuidora:Columbia Pictures
* direção: Robert Luketic
* roteiro:Nicole Eastman, Karen McCullah Lutz e Kirsten Smith, baseado em estória de Nicole Eastman
* produção:Kimberly di Bonaventura, Gary Lucchesi, Deborah Jelin Newmyer, Steven Reuther, Tom Rosenberg e Kirsten Smith
* música:Aaron Zigman
* fotografia:Russell Carpenter
* direção de arte:
* figurino:Betsy Heinmann
* edição:Lisa Zeno Churgin
* efeitos especiais:Furious FX / Gradient Effects


Elenco


* Katherine Heigl (Abby Richter)
* Gerard Butler (Mike Chadway)
* Bree Turner (Joy)
* Eric Winter (Colin)
* Nick Searcy (Stuart)
* Jesse D. Goins (Cliff)
* Cheryl Hines (Georgia)
* John Michael Higgins (Larry)
* Noah Matthews (Jonah)
* Bonnie Somerville (Elizabeth)
* John Sloman (Bob)
* Yvette Nicole Brown (Dori)
* Nathan Corddry (Josh)
* Allen Maldonado (Duane)
* Steve Little (Steve)
* Dan Callahan (Rick)
* Tess Parker (Bambi)
* Arielle Vandenberg (Candi)
* Kevin Connolly (Jim)


terça-feira, 5 de junho de 2007

Totalmente Apaixonados




Seu grande trunfo é um elenco que reúne nomes de peso e talento, como Julianne Moore ("Filhos da Esperança"), Maggie Gyllenhaal ("Mais Estranho que a Ficção") e David Duchovny (o protagonista da série de TV "Arquivo X").

Escrito e dirigido por Bart Freundlich (marido de Julianne Moore na vida real), "Totalmente Apaixonados" tem um quê de Woody Allen, sem tantas neuroses, mas também sem tanta sagacidade. No centro da trama estão dois casais vivendo uma crise.

Rebecca (Julianne) é uma atriz de cinema que decide se aventurar nos palcos. Sobra para seu marido Tom (David Duchovny) tornar-se um "dono-de-casa", abandonar o emprego como publicitário e cuidar dos filhos. De vez em quando, eles visitam um analista para tentar resolver os problemas da família.

O outro casal é formado por Tobey (Billy Crudup), irmão caçula de Rebecca, e Elaine (Maggie Gyllenhaal). Eles também estão enfrentando sérios problemas no relacionamento, especialmente porque ele costuma agir como criança enquanto ela sente que chegou a hora de ser mãe.

Uma verdadeira guerra dos sexos é deflagrada quando os dois rapazes ficam mais amigos e o mesmo acontece com as duas personagens femininas. A amizade do quarteto irá sobreviver a todas essas brigas e alianças?

Essas tramas são emolduradas pela cidade de Nova York, que, como nos filmes de Woody Allen, tem um papel fundamental na história.

Ficha Técnica

Título original:Trust the Man
Gênero:Comédia Romântica
Duração:1 hr 43 min
Ano de lançamento: 2006
Site oficial:
Estúdio: Sidney Kimmel Entertainment / Trust the Man LLC / Process Productions
Distribuidora: 20th Century Fox Film Corporation / Imagem Filmes
Direção: Bart Freundlich
Atores: David Duchovny, Julianne Moore, Liam Broggy, Billy Crudup, Maggie Gyllenhaal, Eva Mendes, Justin Bartha, Ellen Barkin
Roteiro: Bart Freundlich
Produção: Sidney Kimmel e Tim Perell
Música: Clint Mansell
Fotografia: Tim Orr
Direção de arte: John Nyomarkay
Figurino: Michael Clancy
Edição: John Gilroy
Efeitos especiais:Cybermotion / Digital Filmworks

Curiosidades

- Este é o 2º filme em que Julianne Moore e David Duchovny atuam juntos. O anterior foi Evolução (2001);

- Caleb e Liv Freundlich, filhos da atriz Julianne Moore e do diretor e roteirista Bart Freundlich, fazem sua estréia no cinema;

- O orçamento de Totalmente Apaixonados foi de US$ 9 milhões.

Trailer 

terça-feira, 1 de maio de 2007

Minha Mãe Quer Que Eu Case



"Minha Mãe Quer que Eu Case", segue à risca o manual das comédias românticas, com todos os ingredientes conhecidos: lágrimas, risos, beijos e abraços que pavimentam o caminho rumo ao encontro com o amor.

As quatro personagens centrais, que falam abertamente sobre relacionamento e sexo, não são apenas amigas, mas mãe e três filhas. Com toda essa intimidade, a matriarca Daphne (Diane Keaton) não se envergonha de se intrometer na vida da caçula, Milly (Mandy Moore).

Como as irmãs mais velhas já estão bem casadas, a mãe acredita que precisa arrumar rapidamente um marido para a filha solteira.

Para conseguir seu objetivo, ela chega a colocar anúncio na Internet, entrevista os mais diversos e estranhos candidatos, até encontrar o rapaz que ela julga ser o melhor pretendente, o arquiteto Jason (Tom Everett Scott).

Os dois armam um plano para seduzir Milly. Só que não contam com o fato de que a própria moça não está parada à espera do príncipe encantado.

Ela conhece Johnny (Gabriel Macht), um músico boêmio mas bem comportado. Fica claro para qualquer pessoa, principalmente para o público, qual será a escolha da filha.

Daphne insiste e Milly acaba cedendo. Envolve-se com os dois rapazes, para descobrir com qual quer ficar. O diretor Michael Lehmann ("40 Dias e 40 Noites") não é nem um pouco sutil e deixa claro, pelas situações criadas ao longo do filme, que Johnny é o "cara certo para fazer Milly feliz".

Quando a garota está com seus pretendentes, o músico sempre se sai melhor: é o mais compreensivo e amoroso, qualidades dos perfeitos galãs de comédias românticas.

A mensagem nas entrelinhas de "Minha Mãe Quer Que Eu Case" é que a mulher só se completa quando está bem casada. Para Daphne, não importa o quanto a filha seja bem-sucedida na profissão ou como ser humano. Aos olhos da mãe, sem um homem e uma aliança, a garota não está completa.

Ficha Técnica

Título Original: Because I Said So
Gênero: Comédia Romântica
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Site Oficial: www.becauseisaidsomovie.com
Estúdio: Gold Circle Films
Distribuição: Universal Pictures / Downtown Filmes
Direção: Michael Lehmann
Roteiro: Karen Leigh Hopkins e Jessie Nelson
Produção: Paul Brooks e Jessie Nelson
Música: David Kitay
Fotografia: Julio Macat
Desenho de Produção: Sharon Seymour
Direção de Arte: Christopher Tandon
Edição: Paul Seydor e Troy Takaki

Elenco

Diane Keaton (Daphne)
Mandy Moore (Milly)
Gabriel Macht (Johnny)
Tom Everett Scott (Jason)
Lauren Graham (Maggie)
Piper Perabo (Mae)
Stephen Collins (Joe)
Ty Panitz (Lionel)
Matt Champagne (Eli)
Colin Ferguson (Derek)
Tony Hale (Stuart)